NA VERDADE, O QUE É LINGUAGEM NEUTRA NO BRASIL?
26 de Set
Alana Melo, Acadêmica de Letras, língua e literatura portuguesa (UFAM/AM)
Os questionamentos sobre linguagem neutra estão em alta nas redes sociais, artigos científicos e notícias diariamente. Mas, de que forma devemos refletir sobre as máximas de significados dentro dessa linguagem? Primeiramente, é importante trazer dados que identifiquem onde a linguagem neutra se tornou assunto de discussão.
Diante disso, um artigo publicado com o tema Análise crítica da linguagem neutra como instrumento de reconhecimento de direitos das pessoas LGBTQIA+ apresentou que no colégio Liceu Franco-Brasileiro, publicou uma circular explicando aos estudantes que
“a neutralização de gênero gramatical consiste em um conjunto de operações linguísticas voltadas tanto ao enfrentamento do machismo e do sexismo quanto à inclusão de pessoas não identificadas com o sistema binário de gênero”
Outro dado bastante curioso é o caso do Supremo Tribunal Federal quando se posicionou contrário.
julgou uma série de ações considerando inconstitucionais leis municipais e estaduais que proibiam a aplicação do termo gênero ou orientação sexual nas suas redes de ensino, reputando-as contrárias à proteção do pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas e à promoção da tolerância, tal como previsto na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação.
A vista disso, comprova-se uma série de pressões sobre a linguagem neutra que é repetida através do panorama de comparação da história de Marquês de Pombal quando ele decidiu-se proibir os idiomas francês, espanhol e japonês do território brasileiro. Que linguagem neutra e idiomas são diferentes isso é certo, mas, o fato da resistência cultural do Brasil em não aceitar mudanças linguísticas que nada mais são como inclusões e uma ocorrência da própria língua que é "viva" dentro dos seus usos, não é assunto de hoje, muito pelo contrário.
O Brasil, possui cerca de 210 idiomas, sendo o português o idioma oficial, 180 línguas indígenas, 2 línguas de sinais, além das variações linguísticas particulares regionais e de classe social de acordo com o Grupo de Diversidade Linguística do Brasil (GTDL).
Se houver tempo dentro das demandas desse mês estarei retomando esse texto...

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